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Reserva Natural do Paúl do Boquilobo

 

 

No campo da Golegã, entre os rios Almonda e Tejo, está uma zona húmida, classificada de Reserva Natural sendo Reserva da Biosfera pela Unesco.

 

 

 A Quinta do Paul do Boquilobo, foi pertença das Ordens do Templo e de Cristo, sendo doada pelo rei D. João I ao seu filho Henrique.
 Outrora dominado pelo bunho, daí a antiga designação de Bunhal, o Boquilobo é alimentado pelos caudais do Almonda e do Tejo apresentando uma acentuada variação do nível das águas entre o verão e a época de inverno/primavera. A paisagem vegetal, é dominada pela presença de maciços de salgueiros ao longo das linhas de água e em densos núcleos nas zonas mais inundáveis. Caniçais e bunhais ocupam áreas restritas. Um cortejo de plantas aquáticas vegeta nas zonas permanentemente alagadas para além de espécies infestantes, como o Jacinto-de-água que, em determinadas épocas, cobrem rapidamente as valas. Montados e pastagens envolvem a zona húmida.
 O Paul do Boquilobo alberga o mais importante garçal do território português e é importante local de concentração para espécies invernantes nomeadamente anatídeos, galeirões e limícolas. Único local em que se reproduz o Zarro-comum e um dos poucos em que nidificam a Gaivina-dos-paúis e o Colhereiro. Principal refúgio português da Piadeira e do Pato-trombeteiro e ponto de passagem de migradores passeriformes.
Várias espécies de peixes como o Ruivaco e a Boga-portuguesa, ambos endemismos lusitanos, frequentam as suas valas. O paul acolhe mais de uma vintena de espécies de anfíbios e répteis bem como pequenos mamíferos: Lontra, Toirão, Rato-de-Cabrera...

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 


 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

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