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Manuel dos Santos

Manuel dos Santos

Foi um toureiro de enorme prestígio mundial, figurando entre os primeiros nomes do seu tempo. Na Golegã, com Mestre Patrício Cecílio, começou a sua aprendizagem, orgulhando o seu professor que o fez iniciar as primeiras lides taurinas tomando a alternativa de bandarilheiro, na praça do Campo Pequeno, em Lisboa, numa corrida nocturna, que se realizou em 26 de Julho de 1944, das mãos da velha glória, Alfredo dos Santos, que lhe cedeu a lide de um toiro da ganadaria de Alcácer do Sal, de Joaquim Mendes Núncio, também oriundo da Golegã . Depois desta primeira temporada, e da seguinte como bandarilheiro, encetou uma carreira de novilheiro, em que competindo com Diamantino Viseu, construíram uma histórica dupla que ofereceu a mais esplendorosa época de toureio a desempenhada por portugueses. Foi notável a sua carreira de novilheiro, em Espanha, onde fez a sua estreia na praça de Badajoz, na tarde de 26 de Junho de 1947. Nesse mesmo ano, a 14 de Dezembro, recebeu a alternativa como matador de toiros, na Praça "El Toreo" , na cidade do México, das mãos do famoso Fermín Espinosa , mais conhecido por "Armillita". Colhido quase mortalmente pelo toiro com que se estreou, renunciou a essa alternativa e voltou a recebê-la em 15 de Agosto de 1948, na Real Maestranza de Sevilha, tendo dessa vez como padrinho Manuel Jimenez "Chicuelo" . A partir dessa data, a sua carreira foi toda ela recheada de triunfos e algumas colhidas graves, das quais sempre se recuperou. Conhecido como figura importante em todo o mundo taurino, retirou-se em 18 de Outubro de 1953, numa memorável corrida, realizada na praça do Campo Pequeno, em Lisboa. Depois tornou-se empresário tauromáquico, na praça de Algés, actividade que desempenhou em 1955 a 1959. Em 1960 voltaria às arenas, reaparecendo numa corrida no México, em 26 de Fevereiro, e em Portugal, em 26 de Junho, no Montijo. Retirou-se definitivamente em 1964. Morreu tragicamente num acidente de viação, em 18 de Fevereiro de 1973, quando se deslocava para asua Quinta de Guadalupe, na Golegã, após uma visita à sua ganadaria.

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