Nesta quinta-feira o largo do Arneiro, na Golegã, registou uma presença assinalável de cavaleiros, amazonas e charretes, por ocasião da Feira Nacional do Cavalo. Por outro lado, o gosto pelo mundo equestre também atrai milhares de visitantes nacionais e estrangeiros que fazem questão em participar na festa da Capital do Cavalo.
No que diz respeito ao desporto equestre, teve lugar o concurso de dressage nacional e a prova de equitação à portuguesa, na quinta de S. António.
Já ao final da tarde, o Picadeiro Lusitanus encheu para receber a apresentação de coudelarias de sócios e o picadeiro central acolheu a final do campeonato nacional de derby e a prova A de equitação à portuguesa.
Por outro lado, decorreram também jornadas Agrotejo/Agromais e o encontro “Panorama equestre nacional”, no auditório do Equuspolis.
Jornadas Agrotejo/Agromais
A “Estratégia de gestão de factores de produção em zonas vulneráveis” e “Gestão de resíduos de excedentes de produtos fitofarmacêuticos” foram os dois assuntos em destaque nas jornadas Agrotejo/Agromais, que decorreram hoje de manhã, no auditório do Equuspolis, Golegã, integradas no programa da Feira Nacional do Cavalo.
Rui Medinas, vereador da Câmara Municipal, responsável pelo pelouro do Ambiente, foi o moderador da sessão: “Como autarca, é com preocupação que encaro as questões relacionadas com o ambiente. Espero que estas jornadas sejam um fórum de reflexão”.
Por seu lado, Teresa Avelar, auditora de Ambiente no Ministério da Agricultura, abordou, entre outros assuntos, a gestão ambiental nas explorações agrícolas: “Na Golegã, por exemplo, é preciso ter em atenção a qualidade da água”, explicou.
Estão identificadas oito zonas vulneráveis no país, sendo a zona do vale do Tejo uma delas, com quase 100 mil hectares. Nesse sentido, segundo Teresa Avelar, o Governo está a preparar um plano de acção: “Vamos entrar numa fase de trabalho importante para definir quais as normas de trabalho nesta zona, para que daqui a alguns anos tenhamos melhor qualidade na água. Todos, teremos de ter capacidade para encontrar soluções, pois uma boa gestão dos recursos hídricos vai ser muito importante”, disse aos agricultores presentes que enchiam o auditório.
Estas jornadas foram organizadas pela Agrotejo, uma associação que está a comemorar o 20º aniversário e integra cerca de 600 agricultores do norte do distrito de Santarém. Entre os principais projectos da Agrotejo, destacam-se o emparcelamento agrícola e rural, a electrificação colectiva dos espaços agrícolas e rurais e a formação dos associados.
As jornadas Agrotejo/Agromais prosseguem sexta-feira, pela manhã, no Equuspolis, subordinadas ao tema “Produção Agrícola Mundial: expectativas e a nova realidade dos biocombustíveis”.

Alexandra Brito, Rui Medinas, Teresa Avelar e João Coimbra
Panorama equestre nacional – que futuro?
Já durante a tarde de hoje, o auditório do Equuspolis foi o palco do encontro “Panorama equestre nacional – Avaliação, debate e perspectiva”, um debate marcado pela presença de muitos cavaleiros e criadores de cavalos.
O presidente da Câmara Municipal da Golegã, Veiga Maltez, abriu a sessão desejando que fossem encontradas propostas para o desenvolvimento desta actividade.
Luis Lupi, médico-veterinário no Serviço Nacional Coudélico, começou por alertar os presentes que nesta área é importante o valor que se tem, independentemente da pontuação que se obtém. E passou a explicar: “A pontuação é apenas o resultado de um juízo feito no momento. Mas é preciso dar pontuações, porque só o que é avaliado é que é possível de ser melhorado. É preciso estabelecer objectivos e fazer avaliações para obter a certificação, isto no que diz respeito a cavalos, cavaleiros e professores de equitação”.
Por outro lado, Luis Lupi referiu que a avaliação tem que ser um processo natural aceite pelo toureio, desporto e equitação de tradição portuguesa.
No que diz respeito ao futuro, ou seja, para melhorar o panoraman equestre nacional, o médico-veterinário no Serviço Nacional Coudélico salientou que é preciso saber o que vai acontecer com o utilizador do cavalo ou qual o futuro da Escola Nacional de Equitação nas diversas suas vertentes, entre outros.
Luís Lupi, Veiga Maltez e José de Almeida
Amigos reunidos em torno dos charutos Habanos e dos cavalos
À partida, charutos e cavalos não não têm qualquer relação. No entanto, não é isso que acontece com o clube “Grupo de Charutos Habanos”, pois os 17 sócios deste grupo têm estes dois gostos em comum. Como tal, reunem-se 11 vezes por ano e desde há cinco anos, a Feira Nacional do Cavalo é ponto de encontro para um desses convívios.
Hoje, o restaurante Lusitanus foi o palco para mais um jantar de confraternização que juntou 70 pessoas, entre amantes dos puros habanos e dos cavalos, assim como familiares, amigos, criadores de cavalos e entidades locais, além dos responsáveis pelo fabrico dos charutos.
O principal ponto de encontro deste grupo, formado há sete anos, é na Coudelaria dos Irmãos Resina, em Caneças de D. Maria, onde se juntam para montar a cavalo e passar tempos agradáveis na tertúlia, conforme explicou Manuel Ferreira, presidente .
Para que os charutos fossem saboreados com mais paladar, João Beleza, do Single Malt Club, ofereceu o digestivo, o whisky Bushmills. Mas as ofertas não se ficaram por aqui, pois a Quinta da Lagoalva ofereceu o vinho e a Casa Havanesa, os charutos.
Dressage Nacional
Além dos colóquios, decorreram hoje várias provas equestres. No concurso de dressage nacional, que decorreu durante todo o dia, Francisco Cancella d’Abreu foi o vencedor da prova P3 montando o cavalo “Vima”. No segundo posto ficou António Chaves Ramos, com “Uvina”, seguido por Maria Duarte, em “Urânio”, Jessica Represas, em “Fa”, Emma Clare Rogers, em “Rouxinol”, António Nunes, em “Luna” e Lourenço Beja da Costa, em “Ucle da Lageosa”.
Na prova E3, Francisco Cancella d’Abreu, com o cavalo “Ulisses”, foi primeiro, seguido por Lourenço Gomes Machado (Terramoto HP) e Nuno Batista (Silex).
Duarte Nogueira, montando “Salero”, venceu a prova M3. Em segundo lugar classificou-se Nina Berit Kuhler (Uniforme) e em terceiro, António Chaves Ramos (Tróia), seguido por Francisco Cancella d’Abreu (Gucci), António Chaves Ramos (Eclair de Julliet), José Pedro Amaral (S-Grand Pará) e Carlota Silveira Barandas (Sonata).
Na prova C3, Duarte Nogueira, com a montada “Sal”, foi primeiro, seguido por Pedro Castro Monteiro que obteve a segunda posição em “Lothar” e a terceira montando “Saltitão”, à frente de Frederico Serra (Quarteio).
Finalmente, na prova S. Jorge, Duarte Nogueira repetiu o êxito com Miano, seguido por Ricardo Ramalho (Rolão), Nuno Miguel Vinha Carvalho (Quejarim), João Sousa Gonçalves (Amulet), Manuel Veiga (Quinteiro da Broa), Nuno Baptista (Satélite), Pedro Castro Monteiro (Recife) e António Chaves Ramos (Recife).
Inácio Jorge de Sousa vence Derby
Já na final do Campeonato Nacional de Derby, categoria “1 cavalo”, sagrou-se campeão Inácio Jorge de Sousa com “Taxista”. No segundo posto ficou Eduardo Alvarez (Quartzo), seguido por Carla Diniz (Nulo), Vasco Lima (Newish), Manuel Diniz (Mandarim), João Pedro Magalhães Silva (Limonero) e Vítor Amaral Vergamota (Tricana).
Prova B de Equitação à Portuguesa
O picadeiro central foi ainda o palco da prova B de Equitação à Portuguesa. Os três apurados para a prova A, foram Nuno Batista, com a montada “Satélite”, do criador Júlio Borba e propriedade de João Urmal e Arnaldo Rosado; Ricardo Moura Tavares, com o cavalo “Trinco II”, do criador Coudelaria Romão Nunes; e Eduardo Almeida, com “Talismã”, do criador Casa Agrícola Júlio P. Fonseca.
“Transfer” e Guia Gastronómico
Como durante a feira são esperados milhares de visitantes, a Câmara Municipal da Golegã disponibiliza transporte num mini-autocarro, o “Transfer”, entre os vários parques de estacionamento existentes na envolvente da vila e a zona do largo do Arneiro. O serviço funciona entre as 10 da manhã e as 20 horas.
Por outro lado, para facilitar a vida a quem visita a Feira de S. Martinho,, a autarquia está a distribuir o “Guia gastronómico” com referência a todos os restaurantes existentes no concelho da Golegã.
Espectáculos equestres e culturais
Ainda no picadeiro central, será apresentado no dia 10, à noite, um espectáculo da Escola Portuguesa de Arte Equestre e a exibição da Charanga da GNR. No dia seguinte, também à noite, o espectáculo equestre estará a cargo do Centro Equestre da Lezíria Grande.
A par de todas estas iniciativas equestres, momentos culturais também não vão faltar. Durante a Feira, irão estar patententes três exposições no Equuspolis: uma de pintura de Nuno Barros, uma de escultura de Rui Fernandes e uma outra de fotografia de Tereza Trancas.
Já na Azinhaga, será inaugurada uma mostra de pintura da autoria de Serrão de Faria, no dia 11, dia de S. Martinho, seguida da apresentação do livro “Olivença”.
Durante a feira, está também a decorrer IX Open da Golegã-FNC, nos campos de ténis da Golegã.