Está de volta a secular Feira de S. Martinho, onde durante uma semana, o largo do Arneiro, na Golegã, será o ponto de encontro para todos os aficcionados do mundo equestre, e onde não faltará a água pé e as castanhas assadas próprias da época.
A XXXI Feira Nacional do Cavalo – VIII Feira Internacional do Cavalo Lusitano está a decorrer na Golegã, entre 3 a 5 e 8 a 12 de Novembro.
Pode desfrutar de uma semana de várias manifestações equestres, onde se incluem diversas modalidades desportivas, como por exemplo o concurso de resistência equestre, concurso de saltos de obstáculos, concurso de dressage nacional ou a final da Taça de Portugal em Horse Ball.
Por outro lado, as diferentes coudelarias apresentam os mais belos exemplares da raça lusitana no Largo do Arneiro, culminando com o apuramento dos campeões de raça na tarde de domingo, dia 12 de Novembro. No mesmo dia, será ainda homenageado o director do Serviço Nacional Coudélico, Dr. João Costa Ferreira.
Ainda no picadeiro central, será apresentado no dia 10, à noite, um espectáculo da Escola Portuguesa de Arte Equestre e a exibição da Charanga da GNR. No dia seguinte, também à noite, o espectáculo equestre estará a cargo do Centro Equestre da Lezíria Grande.
A par de todas estas iniciativas equestres, momentos culturais também não vão faltar. Durante a Feira, irão estar patententes três exposições no Equuspolis: uma de pintura de Nuno Barros, uma de escultura de Rui Fernandes e uma outra de fotografia de Tereza Trancas.
Já na Azinhaga, será inaugurada uma mostra de pintura da autoria de Serrão de Faria, no dia 11, dia de S. Martinho, seguida da apresentação do livro “Olivença”.
Durante a feira, decorrerá também o IX Open da Golegã-FNC, nos dias 4 e 5 e entre 10 e 12 de Novembro, nos campos de ténis da Golegã.
Golegã: Capital do Cavalo
Alguns dos melhores criadores de cavalos situavam-se nos campos da Golegã e com o apoio dado abertamente pelo Marquês de Pombal, dedicaram-se com maior afinco à sua missão aproveitando a Feira de S. Martinho para apresentar os mais belos e nobres animais.
A proximidade da Escola Prática de Cavalaria e a Guerra de 1939-1945, com a consequente falta de combustiveis pondo em moda o cavalo de tiro ligeiro, transformou a feira num centro da atracção turístico.
A decana e secular das feiras de Portugal, que se iniciou no século XVI, passou em 1972 a ser designada oficialmente por Feira Nacional do Cavalo.
Hoje é um dos mais importantes eventos nacionais conhecidos mundialmente que atrai milhares de pessoas vindos dos cinco continentes.
Em 1998, a Golegã foi designada oficialmente Capital do Cavalo e no ano passado, integrou as capitais europeias do cavalo na rede Euroequus, com Jerez de la Frontera, Warengen e Pardubice.